02 janeiro 2009

Abismo à portuguesa

Para Vitor Teves


I.

Tenho medo que Jesus não me esporre hoje na boca
não me esporre hoje na boca senhor jesus!
Senhor jesus senhor jesus senhor Jesus
“Escrever é corrigir a vida”
E o esperma que escorre dos lábios de Maria
há de gerar um Semi-Deus Forte
feito para desenhar uma anunciação a tinta dourada

Trezentas mil ovelhas caminham rumo a um “abismo à portuguesa”
O decifrador de sinais vê nesta frase uma absurda falta de simbologia,
Ele sabe que eu adoro de uma forma bem primitiva um hitler recém nascido
Com as suas cuequitas apertadas e o rugido do mundo que clama por um Mão de Ferro

Deliro só de imaginar o seu doce esperma quentinho na minha boca
De Mona a Lisa
De Lenine

Ontem dei a mão a virgílio, Ele guiou-me pela tua boca,
Conduziu-me à máxima experiência humana,
O estremecimento de um holocausto digital
Bem fundo nos teus olhos
A Anunciação

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