12 janeiro 2009

Um hino presente e nacional

A lua estava no pano escuro da noite
Havia sombras a passar nos imóveis e
o sonho a passar por ti! Quebraste por fim,
pomba morta, a noite de que não faço paz.

Os poemas continham tudo, sobretudo
alho, hoje cruzei contigo uma luz num
cantinho da cidade onde encandeia
um café sobre-morto em batas-fritas
e uma voz, vinte vozes a pedir-nos a nós
musiquinha, cheirinhos e vidrinhos.
Deixamos o continente porque afinal
nunca vimos a televisão, deixamos podres
os cantinhos dos caminhos dos avós
e das filhas que ainda não pariram por nós.

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