12 janeiro 2009
Xadai San: «Epitáfio Sobre um vivo»
O meu corpo estendido no chão, vertendo lágrimas imerecidas, provocadas pelo teu abandono, treme em convulsões. A alma foi-me expurgada do corpo... vazio, sinto-me vazio e sinto o vazio provocado pela falta do teu olhar. Um lamento... um choro, uma melopeia ecoa no quarto: Abraça-me! Conforta-me! Levanto os olhos do chão e fixo-os na escuridão. No quarto só a solidão me acompanha, qual cão de guarda fiel. Empurraste-me para o nevoeiro da tua indeferença e deixaste-me lá... lá, onde por mais que me chamem não encontro o rumo certo. Não existem estrelas que me guiem, pontos de referência que me façam seguro. Um lamento... um choro, uma melopeia ecoa no quarto: Abraça-me! Conforta-me! Tudo, tudo é o fim que conduz ao nada. Ilumina-me com a tua luz suave, sorri-me! Onde estás? Onde estás?!!!
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