11 janeiro 2009

Ossétia do sul



Um homem cruza a fronteira do mal
No rasto poeirento dos tanques
Rompendo a fronteira de Deus
Reerguendo uma Babilónia feroz.

Um homem cruza a fronteira do mal
Ziguezagueando ao sol enegrecido
Imolando bonecos de palha
Rasgando um horizonte assombrado.

Um homem cruza a fronteira do mal
Doutrinando almas, incendiando corações
Com promessas de religiões solares
Aliciando os antigos que temiam as noites.

Um homem cruza a fronteira do mal
Destapando o véu doce do rosto feminino
Agora adorando longas botas pretas
Adornando pernas que estremecem a terra.




"advinhando" o que viria ..

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