Sentado sozinho em meu berço esplêndido e rarefeito,
Mergulho inconscientemente em minha consciência serena.
Debatemos abertamente sobre o tal do perfeito,
E percebemos o quanto a sua significação é pequena.
O perfeito é, concluímos nós, algo que foi feito
Com o intento de adjetivar e exigir sem pena
Dos que possuem qualidades segundo algum conceito
Concebido arbitrariamente pela hegemonia plena.
O perfeito não é o belo, o correto, o convencional;
Não passa de uma absurda falácia social,
Que acaba por fecundar desprezo e discriminação.
O perfeito se esvai pelo sufocar incessante do natural,
E a perfeição se torna ficção, algo virtual.
Exaltemos, então, a palpável e alcançável imperfeição!
22 janeiro 2009
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