04 janeiro 2009

Com influência

Com influências de psicotrópicos escrevo-te
um poema sem telefone.
Ligar-te a um vestido azul a uma fita de cetim
e escrever num lençol entre várias pernas
a mensagem do amor
(o doll o cão, o homem, lá está no meio das bonecas).
Querer amar-te é um
sinal da minha existência e o anseio
de tornar a dar vida ao ser. Para quê o amor?
Escrevo o teu corpo entre confusões e trambolhões…
Tem que se começar num papel branco e vazio.
Escrevo palavras a posse e o desejo.
Nas esperas da lua dão-se lunáticas
Luva nova para cortar o cabelo
Lua cheia para sacudir o pelo;

Sintácticas e tão acesas por lampiões da rua,
as ideias fixam-se no andar, sem alguém que
torne a dar chama à sombra do caminho.

torna
a solidão dos amantes num astro, a lua no sol.

Sem comentários:

Enviar um comentário