Emagreceste
O teu olhar continua insípido como no passado
Os anos comeram a tua papeira
A morte chupa-te através dos ossos.
Dedicam-te poemas esses estúpidos poetas
Amantes de diabos azuis
Hoje, os teus pêlos ancestrais são esse fato
Tão aristocrático e tão político.
Tudo em ti é orgulho
Desde o queixo soerguido
Até ao poder indestrutivel do teu olhar.
Com Srebrenica ganhaste oito mil metros quadrados
De inferno só para ti
Que te importa a vida nesta tua misera moderna cela?
Salvar-te-ia neste meu poema, o meu coração é doce
Mas a meu lado a voz do Tempo sussurra-me ao ouvido:
Não passa de carne mole à espera da forca da Justiça.
05 janeiro 2009
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